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20/04/2018 ás 09:20 por Redentora
Guarita comemora o Dia do Índio
 
Sob a liderança de Carlinhos Alfaiate recém eleito para o mandato de cinco anos a comunidade residente na Terra Indígena do Guarita vive dias de intensa programação para comemorar a data de Dia do Índio, comemorada nesta última quinta-feira, 19. A programação comemorativa está acontecendo no Irapuá, interior de Redentora, e se prolonga até o próximo domingo com eventos culturais, apresentações artísticas e mostra de artesanato e da cultura indígena.
O caderno Doc do Zero Hora no último final de semana apresentou um pouco sobre essa nova cara da maior comunidade indígena do Rio Grande do Sul, narrando um pouco da história e da cultura do povo Kaingang que predomina os habitantes do Guarita, espalhados por três municípios, Redentora, Erval Seco e Tenente Portela, reunindo 7 mil índios em 23 mil hectares que formam 16 setores kaingangs e 2 guaranis.
Carlinhos Alfaiate que foi eleito numa acirrada disputa eleitoral ocorrida em 25 de fevereiro desse ano, onde a Rádio Província foi a única emissora a acompanhar em loco a apuração dos votos urna a urna, na qual o resultado sacramentou o retorno de Carlinhos por 34 votos, tem a missão de unir a comunidade. Ele já havia sido cacique em 2000, na primeira eleição por voto direto do Guarita.
Segundo a publicação a demarcação da Terra Indígena do Guarita é de 1918, feita originalmente pela Comissão de Terra de Palmeiras. O registro no Cartório de Tenente Portela é de 1991 e a redemarcação foi registrada pela Secretaria do Patrimônio da União em 1994.
O nome, Terra Indígena do Guarita, é originário do Rio Guarita, que corta e demarca as divisas entre Tenente Portela, Erval Seco e Redentora. Segundo a Funai a chegada dos indígenas nessa região não é precisa, mas remonta como ocupação original por ter se dado bem antes da chegada dos não indígenas.
Na publicação de Zero Hora, a repórter Aline Custódio fala sobre o trabalho que está sendo organizado pelo cacique com o intuito de devolver para a comunidade alguns costumes que enfraqueceram ou se perderam ao longo dos tempos. Sendo esses culturais, folclóricos e religiosos.
Um dos assuntos que foram abordados na mesma matéria, e que já é de conhecimento da comunidade regional é o fomento a agricultura para as comunidades residentes na Terra Indígena do Guarita.
A agricultura de modo geral é a principal atividade econômica da comunidade. O Cacique e as lideranças têm tentando ao mesmo tempo, desenvolver a questão agrícola dentro da comunidade e aliar isso a preservação de outros meios de subsistência como a confecção de artesanatos que é uma marca registrada da cultura Kaingang.
Para manter viva essas particularidades culturais da comunidade o cacique conta com o trabalho de outras lideranças que aos poucos vão demonstrando e ensinando para as gerações mais novas a melhor forma de integrar-se ao mundo atual sem esquecer ou deixar de lado as suas origens.
Entre essas pessoas está a artesã, Carmelinda Pinto, moradora do setor de Katiu Griã, a comunidade mais isolada e onde as crianças só falam em kaingang até a adolescência. Dona de um grande conhecimento na arte de trançar cipó-guaimbê, ela ministra aulas com a intenção de repassar essa cultura para as novas gerações.
O professor Bejamin Perokag Crespo trabalha coma preservação do idioma, ministrando suas aulas na língua nativa e repassando as novas gerações as particularidades do idioma.
As questões religiosas também estão no centro das discussões da comunidade indígena, que viu nesses últimos anos as religiões evangélicas invadirem a comunidade reunindo muitos adeptos.
João Maria Ribeiro, 93 anos, já foi o Kuiã da comunidade, uma espécia de Xamã ou curandeiro e conselheiro, mas mesmo ele foi convertido ao evangelismo. 
A comunidade busca resgatar essa figura e para isso seu João Maria tem passado o seu conhecimento ao seu sobrinho Miguel Ribeiro, 49 anos, professor que tem estudado muito sobre o assunto para se tornar dentro em breve novo Kuiã da Terra Indígena do Guarita.
Neste dia do índio a comunidade convive com as expectativas para o futuro, mas reforça a sua principal luta de conviver com a mundo moderno sem se distanciar de suas origens e assim conseguir superar o preconceito que a comunidade enfrenta em uma terra onde já foram donos e reinaram como povo único e soberano.



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Comentários
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