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01/06/2017 ás 17:44 por OESTE CATARINENSE
Polícia identifica adolescentes que incentivavam automutilação no Oeste Catarinense
(Foto: Rede Peperi/Reprodução/Facebook)
 
Após 30 dias de monitoramento a um grupo em uma rede social, a Polícia Civil de Coronel Freitas identificou sete adolescentes que incentivavam a automutilação dos participantes.

As apurações começaram por meio de um perfil, que deu origem a um grupo em um aplicativo, chamado "Anjos Suicidas". Conforme a polícia, dos sete adolescentes identificados, sendo quatro meninas e três meninos, seis moravam em Coronel Freitas e um em Serra Alta. Eles têm idades entre 12 e 17 anos.

Conforme a polícia, o criador do grupo, um rapaz de 19 anos, também morador de Coronel Freitas, declarou em depoimento que era apenas uma brincadeira, que nunca se automutilou e que postava fotos retiradas da internet como se tivesse se cortado. Para a polícia, ele falou que não pretendia induzir ninguém a se machucar.

Após o depoimento, ele foi indiciado pela prática do crime de perigo para a vida ou saúde, que consiste em expor a perigo direto e iminente. A pena prevista para este tipo de caso é de detenção de três meses a um ano.

Todos os participantes identificados foram intimados a comparecer na delegacia, acompanhados de responsável legal, para prestarem esclarecimentos. Conforme o delegado Gustavo Altemar, ficou comprovado que o objetivo do grupo era realmente propor desafios para automutilação e, até mesmo, ainda que indiretamente, incitar a prática do suicídio. Ainda, segundo o delegado, uma das adolescentes apresentava lesões no pulso.

Os outros participantes, que também prestaram depoimento, declararam que não se machucaram e apenas colocavam fotos de lesões nos pulsos retiradas da internet, para intensificar o desafio de automutilação.

Segundo o delegado, o que chamou a atenção dos policiais durante o monitoramento das conversas foi a participação de uma pessoa que mora em Portugal, porém não foi possível sua identificação completa.

O delegado orienta que os pais acompanhem de perto a rotina dos filhos, pois, mesmo em casa, dentro dos quartos, por meio das redes sociais e aplicativos de smartphones, eles podem estar expostos a perigo.


Fonte: Rede Peperi


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